quarta-feira, 30 de julho de 2008

Desencarne

Sinto um certo lamento pelo que parecem ser as perdas. Lamento por minha querida amiga. Num folhetim moderno uma mulher se foi. Uma que viveu por bastante tempo, pra encantar ao menos a mim, que quando ligava ela dizia com toda paciência do mundo "Ela saiu... liga mais tarde.". Talvez nem soubesse meu nome, não a culpo, não sei o dela também. Mas pelo seu sorriso, delicadeza no aniversário da neta, a forma como abria o cadeado do portão... realmente, não precisava mais saber meu nome. Ela se foi aos poucos, avisando ao pessoal que estava indo, e que ia bem. Se foi como todos iremos... ou um dia fomos. Mas virão e viverão. E reviverão... E apesar de compreender os passos dessa estrada, é estranho como tudo isso acontece e nos atormenta e nos comove e nos entristece, nos fragiliza e nos incapacita... Que os Céus a possam receber com muitas flores... violetas na janela.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Eu.

(existe carinho mais gostoso, minha gente?!)

Sabe, eu queria muito, mas muito mesmo, me conhecer... numa das nossas conversas bonitas, Chelly disse que ela sabe, sim, como ela é, o que ela pensa. Eu não. Não sei quem sou, e não sou quem quero, se não saberia... E quando digo o fato de conherce-me, não é o simples "eu gosto disso, mas não disso", "sou a favor daquilo, e disso". Queria conhecer-me mesmo, literalmente. Saber o que as pessoas falam de mim e se eu tenho papos inadequados numa rodinha. Queria saber se sou aquela legal, aquela chata, ou até mesmo a insuportável.

Porque o espelho não conta mais. Olho e vejo uma pessoa diferente a cada dia, a cada instante. E não adianta perguntar "Espelho, espelho, espelho meu, existe alguém mais bonita do que eu?". Os espelhos não tem sido tão legais, e você pode levar até 7 anos de azar, por quebrar um.

Eu sei que esses posts não sobrevivem mais de dois dias, e não adianta vim com os comentáriozinhos achando que sabe quem sou, porque ninguém me conhece... e eu, só queria conhecer-me.

Dennis.

Tanto carinho, lambidas e mordidas... simplificados em simples 2 dias, 2 noites. Acho que te fiz feliz, pelo pouco tempo. Foi bonito te ver balançar as patinhas em pé, pedindo pra te por no colo, e ver você pedir desculpas se deitando no meu pé, implorando pra alisar sua barriga depois de uma bronca daquelas!
E nos demos tão bem, com o seu jeito de mostrar as garras na primeira vista, e depois dar todo o amor & carinho possível foi lindo. Acho que até consegui te ensinar fazer xixi no jornal.
Te "deixei" hoje com o coração partido, com o amor ficando pra sempre. E te ver chorar o caminho inteiro como se soubesse que ia embora, me fez chorar também e prender as lágrimas que lutavam pra cair. Você não precisou prender, não precisava esconder pra ninguém que não queria ir... você chorou o mais alto possível, com medo também.
Seu carinho me impressionou, e não nos deixaram ao menos tentar... mas eu quero te ver, feliz agora, em outra casa, mais feliz ainda. Sentirei muitas saudades, oun coisitaa :***


"Olho duro, espessa baba

Latindo pra lua o seu capricho"

domingo, 27 de julho de 2008

"É por ti, Fogo!"


O Botafogo empatou (0 x 0), e mais uma vez aquela depressão pós jogo. Eu não sou tão viciada assim, mas adoro assistir uma boa partida do meu amado time. Ainda mais contra o Flamengo. E admito, não os suporto (os flamenguistas). E nem me pergunte a escala do Botafogo, porque eu assisto por simplismente gostar. E não venha me dizer "quem ama, conhece" ou algo parecido, me poupe.
Essa idéia do "mais querido" nunca foi minha laia. E pra mim, vocês são os "mais ladrões". Não que eu esteja falando desse jogo. Mas fala sério, o Botafogo jogou muito melhor, fez algumas finalizações a mais e estava dominando no 2º tempo (!), agora só o que me falta são essas desculpas esfarrapadas. Pelamordedeus!
"Pura inveja", eu sei que a maioria de vocês estão pensando isso, mas eu tenho orgulho puro de estar usando uma camisa preta e branca agora, mesmo que seja daquelas mais baratas compradas no camelô.
E por uma razão ou outra, eu gosto de comparar um jogo de futebol com a minha vida. É engraçado, como uns se esforçam, fazem de tudo, e no final, levam uma goleada. Ou não levam nada, como hoje... só a frustação do "podia ter feito isso ou aquilo aqui". É estranho, um pode se sair bem durante o jogo inteiro e no final, perder por um erro de outra pessoa. E pra quê, afinal? Tudo por um mero título, uma taça em ouro talvez, e a felicidade instântanea.
Eu ainda não cheguei a conclusão se vale a pena ou não, mas enquanto isso, vou aqui assistir os lances.
Saudações alvi-negras.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Despedida.

Não sou do tipo que odeio despedidas, apesar de ser chorona. Eu não estou chorando. Gosto sim, de despedidas, abraços apertados, tchauzinhos de longe, risadas, ou sei lá o que vocês fazem em uma - despedida.
É isso. E pra quem tá pensando que eu tô me despedindo... na mosca. E como qualquer despedida, posso voltar quando quiser. E vocês podem vim me visitar também, se quiserem ler qualquer besteira de uma menina de 13 anos (in)satisfesta com a vida. (13 é número do azar, não me culpem.)
Gosto de usar parenteses, e deixá-los confuso. Porque na verdade, também estou. E vocês sabem, os que leram o quem sou eu do lado... sabem. Não gosto de começar. Adoro terminar. Mas como começar um término? Não sei mais do que gosto.
Não tem explicação, talvez não faça sentido... perdeu a importância, o valor, amizades. As palavras se prendem como se não quisessem que eu fizesse isso. Mas elas bem sabem que eu não sou muito de obedê-las...
Ãhn... tchau. Foi lindo. (:

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O exagero necessário

Preciso muito! Preciso de muito frio, muito mesmo, que te faz pensar que você vai morrer mesmo com todos chocolates quentes e cobertas que você encontrou em sua casa.
Preciso de notas boas! Muito boas que te garantem uma faculdade daqui uns anos...
Preciso viajar... viajar muito, até conhecer outros mundos, aprender outras línguas, e aprender a amar diferente. Eu odeio o Brasil!
Preciso tanto! De tantos... tantas... tudo exagerado. Eu sei, faz mal, mas eu gosto. Gosto do exagero, gosto do muito, gosto de exagerar, gosto de tudo.

domingo, 15 de junho de 2008

Reparações (a)normais.

Ultimamente tenho reparado mais, em outras pessoas, outros lugares, outras coisas diversas do que custumo reparar. Vejo com outros olhos até minha melhor amiga. Já vejo aquele guitarrista de uma banda qualquer daqui e acho que ele está tocando para mim, se ele pisca mais para o meu lado é pra mim, se for mais para o outro, é para o povo.
Pausa para risos.
Depois de um tempo, percebi que tem um coração pendurado na porta do meu quarto, que já há algum tempo não o reparava. Não sei mais se gosto dos seus cabelos mais bonitos, ou se reparo aquela sua pinta mais nova.
Agora, reparo quem me repara.
Tanta coisa nova, quase nada mudou... e eu aqui, meia para trás, perdida em pensamentos, no meu próprio infinito particular onde cabe o que eu quiser, onde sou quem quero.
...Meu bem, me repare.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Grão de amor

me deixe, sim
mas só se for
pra ir ali
e pra voltar
me deixe, sim
meu grão de amor
mas nunca deixe
de me amar! ♥

Já estava pronta pra postar no fotolog, mas ele deu piripake e não foi, e mesmo sabendo que estava no "Ctrl c" resolvi não enviar mais... não que eu me retei com o fotolog, nem que a música não é linda, mas não quero isso... não quero que me deixe, nem que seja pra ir ali e pra voltar.
Não não não, não me deixe, meu grão de amor... que de tão pequeno, quase não se encherga mais. Você, digo, porque eu já tratei de comprar minha lupa (mágica).
Deixe de me amar, sim... se quiser. Não quero em troca esse amor, só não me deixe.

me esqueça, sim
prá não sofrer
prá não chorar
prá não sentir
me esqueça, sim
que eu quero ver
você tentar
sem conseguir...

Não me esqueça, porque eu nunca o farei sofrer, nem chorar, nem sentir. Prometo.

é só você que vem
no meu cantar, meu bem
é só pensar que vem
lararararará!...

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Feliz.

Minha felicidade é limitada, num limite não tão longe, nem tão perto... mas num limite bonito. Como se ela tivesse parada no final de um arco-íris, onde eu tenho que conquistar um pote de ouro.
O prêmio é o pote... mas ainda escorrego o arco-íris sem pressa... contemplando cada tom de azul... cantando "me deixa morar nesse azul"...
Vou sozinha, feliz... sei que estou perto do meu pote, e aquele negoço de virar homem... ai ai, que nada. O que vale mesmo é o pote de ouro.
Ele está lá, me esperando. Umas outras já tentaram... mas desistiram ou cairam no meio do caminho. Estou perto... eu sei. Quase que já vejo sua pontinha.
Depois de tanto tempo... mas não posso me esquecer, que lá embaixo tem uma vidinha me esperando... e alguns esperam minha chegada, torcendo, ou não. Mas eu sei que tem alguns olhos dizendo "você vai conseguir". E mesmo que eu despenque a qualquer momento, vai ter alguém pra me segurar... sei que vai. E eu vou mudar de tesouro... porque da próxima vez o pote valerá mais. Não que eu queira outro pote... mas se alguém conquistar esse primeiro, terão outros. Mais valiosos!
Mas eu quero... quero esse pote, e quero acreditar que vou conseguir. Quero que ele me queira também. E enquanto isso, vou contemplando o que tenho: cada cor, cada sorriso, cada olhar, gesto, palavra... É pouco, mas só quem já passou por tal arco-íris sabe do que falo... E sabe que não é pouco.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Querer é poder?

Estou feliz, mas basta uma briguinha ou chateação pra os sonhos vir à beça (isso existe?).
Quero fazer um intercâmbio, mudar de escola, cidade... Quero bater um papo daqueles com alguém... e outro com outro alguém.
Quero desabar pro mundo. Quero dizer que não suporto algum de vocês e ninguém, exatamente ninguém, me conhece tão bem quanto eu mesma... acho até que os anônimos me entendem mais, deve ser por isso que gosto deles e me dou bem. Quero mais conversas com um gato preto que sabia muito sobre mim e eu quase nada sobre ele. Quero abrir a janela do MSN e ver conversas de filósofo onde a imagem de exibição é o espaço.
Quero tanto... quero fazer pra merecer também! Não quero de mão beijada, quero uma mão lambida e fedida de suor.
Quero mudar de blog, sou compulsiva e não sei como ainda sou uma "princesa de rua". Afinal, não quero ser mais princesa... muito menos de rua! Princesa é comportada e simpática, e a de rua tem amigos legais e especiais, com quem pode brincar de "Amarelinha" até 10 horas da noite e só sair quando sua mãe chamar pra entrar. Quero contar o que quiser, quando quiser, tendo quase certeza que não serei má interpretada com minhas palavrinhas de menina levada. Não me encaixo mais nesse perfil... não mais. Mesmo querendo, e como!
Mas depois de tanto tempo... de boneca, já virei princesa... tanto carinho... mas quero continuar sendo princesa! Ainda quero... quero ser a eterna "menina levada, princesa de rua"... mas alguns vizinhos não me deixam mais ocupar esse lugar. Quero mudar de casa, mas preciso levar comigo os que gosto, os que brincam de esconde-esconde e que não se importam se eu contar até 100 pulando de 10 em 10.
Quero voltar a ser uma boneca de feira. Largada e feia, costurada na máquina da vovó, onde qualquer criança rejeitaria a não ser alguns especiais. Mas já conquistei tantos e tantas nessa rua e com vida de princesa... que não sei mais o que ser.
Talvez, eu queira mesmo é ser Fernanda, Fernanda e pronto. Talvez...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

"O amor morde"

Sorte minha que tenho um anônimo poeta me dizendo que lembro Carlito e escrevendo comentários de chorar.

"Acredito, por fim, naquela teoria em que as pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim, mais esteve sempre claro pra mim que o dia se funde através de uma multidão de matizes e entonações, a cada momento que passa. Uma só hora pode consistir em milhares de cores diferentes.
Amarelos céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas.
No meu ramo de atividade, faço questão de notá-los.
Já que aludi a ele, o único dom que me salva é a distração. O que me instigou a tomar uma decisão consciente e deliberada — fazer da distração minhas férias. Nem preciso dizer que tiro férias à prestação. Em cores...
E voltamos sempre ao mesmo lugar, não importa a hora ou a cor do dia, acabamos da mesma maneira que chegamos: sós. No meio do caminho é que nos conhecemos e, só depois, conhecemos os outros. Já cheguei a ter a certeza de que vivemos para os outros, ou pelo menos precisamos deles. É um ciclo vicioso. É sempre aquela coisa de amar e ser amado, ter uma certa retribuição por tudo que tu faz. Fazer as coisas sempre pensando no que vai ganhar em troca. O amor não é assim. O amor não é o que esses poetas idiotas querem que você pense que é. O amor tem dentes, morde, e as feridas nunca cicatrizam. Nenhuma palavra, nenhuma combinação de palavras pode fechar essas feridas, é o inverso, se as feridas secam, as palavras morrem com elas. Então fazemos as coisas não pelo que se vai ganhar com isso, mais pelo simples prazer de fazer. Quando você se apaixona por alguém, não pede que ela se apaixone por você, não espera que ela seja um apoio, ou um guarda-costas, pra te manter sempre segura. Você espera simplesmente por ela. Por isso dizem que "gostamos das pessoas por suas qualidades, mais as amamos por seus defeitos". Na prática também é assim, ou pelo menos agente tenta."

E não é a toa que a A Menina Que Roubava Livros é um dos meus livros prediletos! E nem que Anônimo é um dos meus leitores prediletos, também...