segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Resposta

Matemática é mesmo a morte. Mas morte á mais que vida, dependendo do ponto de vista. Como explicar a dimensão do seu sorriso bobo amarelo? E entender o milésimo de segundo em que os olhos se encontram? Ser capaz de morrer pelo ponteiro que não sai do lugar, pela árvore de balanço lento, o beijo interminável com a outra. Matemática é morrer. Morrer de viver. Como 2 e 2 pode ser 5 pra quem quiser e souber dançar. Espaço e mistério é infinito, um dos deuses mais lindos, assim como números. Seres humanos são ímpares a procura dos seus pares. Dados matemáticos nunca se alteram. A razão é eterna e universal, porque ela surge a partir de dados eternos e universais. A soma dos ângulos de um triângulo é 180º. E será assim por toda a eternidade. Gosto de coisas eternas.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Do querido diário de Rochelly

Não sei o que falar, o que pensar, o que sentir, como agir. Me sinto como a Christina no início do namoro com o Burke. Só que sem um namoro. E sem um Burke. Na verdade, sem nada.
Não sei mais se é uma questão de paciência, ou se é melhor desistir de vez. Eu não quero desistir antes de tentar. Me dê motivos pra continuar...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Raivinha

Tinha é tempo que tinha descuidado de minhas unhas, tinha tempo que parei de futucar as espinhas, e tinha tempo que eu deixo de entrar no MSN porque eu fico muito com raiva se eu quero que alguém fale comigo e não fale. E na verdade, tinha tempo que não tinha ciúmes. E o que não suporto ter que admitir, acima de tudo isso, é que se você não gostasse dela, eu ia gostar.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Erro


O seu amor é daqueles que é enviado por fio de poste e quando um passarinho senta... pluft, atrapalha toda a conexão. E seu carinho, amor, pequenas palavras bonitas que costuma me chamar vêm em camera lenta, interrompido por pipas, borboletas, urubus, chuvas e pequenos bichinhos que voam. E de longe, aguardo ansiosamente as mensagens que chegam na velocidade do destino. Qualquer dia desses, pego o caminho dos milhões de fios de distância e te roubo aí na sua casa, viu? Deixe a janela aberta.
(Foto achada por P.H. :*)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Desespero

Não faz ideia que logo o estouro de bolas vai virar pozinho, diante de um parquinho inteiro.
E uma coisa do tamanho das bolas pocadas, ou um pouquinho maior, ou até mesmo menor - dependendo de sua sorte - vai ocupar seu coraçãozinho.
De repente, vai ouvir tantos estouros que não gostaria, que logo passará a ignorá-los... e se lembrará só das dores, não porque quer, mas por persistirem insistindo na sua própria existência . Então, não se importará mais com as vozes, e vai fazer exatamente como sempre: fechar os ouvidos. Pra ver se assim, sobra um pouco de ternura das verdades de criança.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Piedade

Eu nunca me senti encaixada aqui, no mundo, na minha cidade, sei lá onde... só acho que nenhum lugar é meu, além de meu quarto. E eu sou indecisa, com um tanto de chatice pra algumas coisas. Porque eu vejo tanto problema, e tão pouca vontade de resolver... que eu quase absolvo tudo pra mim, e quero segurar o mundo nas mãos e dar comida na boca de quem precisa.
Não sei se isso tem muito a ver, mas é estranho ser estranha. Queria poder aceitar as coisas, e só. E nem me perguntem porque gosto de Crepúsculo, também, mas eu gosto... e tem uma parta de Bella que é tanto eu, que divido com ela minha solidão.
Ela falou que é uma sensação estranha essa de ser boa em alguma coisa... ela nunca havia sido a melhor em nada. Não tinha problema em lidar com Renée mas provavelmente muita gente poderia ter feito melhor. Era boa aluna, mas nunca a 1ª da turma. Ninguém nunca recebeu um troféu por ler livros. E depois de alguns anos, ela estava acostumada a estar na média, assim como eu. E percebia agora que havia muito tempo que desistira de qualquer aspiração de brilhar em alguma coisa. Simplesmente fazia o melhor que podia com o que tinha, sem jamais se sentir à vontade no mundo.
E sempre que vejo, vermelho, as palavras querem pular de mim. Não que me sinta melhor com o mundo, mas aceita pelo mundo. E eu não sei se gosto dessa sensação de ser aceita, mas um pouco entendida. E eu só não queria ser só.

sábado, 3 de outubro de 2009

Relíquia

Minha vizinha tem um namoradinho de portão. Acho que nem imaginam que, às vezes, roubo cenas, das mais comuns relações: abraços, beijos, brigas, dramas, carinho. Olho pelo pequeno buraco que meu muro me permite. Gosto do meu muro, sabia? Meio branco, meio aberto... Algumas vezes, dublo de longe o que eles dizem. Não é difícil saber... todos namorados são bobos e falam as mesmas coisas. Mas será que já disseram "eu te amo"? Tenho quase certeza que se amam, de fato... mas essa não é uma das frases pra serem usadas como "bom dia". Não tem muito tempo que o vejo juntos, mas não me lembro dela ter trago outro pra cá... tudo tem primeira vez, mas é estranho pensar, que passa. Até o pra sempre, passa! Que dirá, um breve rapaz que fica no portão da moça no finzinho da tarde. Daqui um dias, ele estará em outros portões, e o coração da mocinha palpitará por outro... que ela levará pra ficar no seu portão, também. Ainda tenho minhas dúvidas de que isso seja bom ou ruim. Essas voltas loucas da vida. Só sei, pelo que meus olhos permitem ver, que um dia ele não voltou. Não veio uma tarde, e nem outra. E até agora, a porta dela anda vazia, e solitária... e meus buracos não servem mais de nada.

domingo, 27 de setembro de 2009

Presa em nome da lei

E você me olha tão assim... que eu fico tão assim... Me mastiga, engole, transborda, com um só olhar. Ele te olha tão te pedindo, diz a amiga. Me olha tão me implorando, tão me amando, tão me querendo. Só que eu não suporto ser tão olhada, flagrada, pensada. Assim, fico menos eu... me analisando na cabeça dos outros em cada passo. Aí, eu corro. Corro antes que me descubram. Corro antes que rasgue minha alma com faiscas de amor. Gosto de ser notada de leve, em segredo. Até que em certo momento, os olhares se batem, e eu que transmita reações nele, sem desgrudar, até ele morrer. (Pessoas morrem de várias coisas em vários momentos e recussitam. Quase ninguém percebe, só eu). Só acho estranho a situação invertida, em todos os aspectos. Só não tô acostumada ainda com isso, e espero que quando me decidir não seja muito tarde. As pessoas deviam me odiar. Pena que eu roubei seus corações.

** Eis uma pequena observação **
Pior que um menino que odeia a gente,
é um que ama a gente.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Um

Fiquei feliz hoje com sua ida lá. Sei que passam por mim mil pessoas, quinhentos "oi, tudo bem?", mas exatamente por isso que fiquei feliz hoje... porque você não era, e não é uma das mil, além disso, queria saber como estava minha vida, o que andava feito, se eu estava bem... Estranho é pensar que antes eu estava feliz por sua causa, sorria pra você e agora é só mais um dizendo "oi, tudo bem?". Um. Um lindo, um elegante, um educado, um fofo, um inteligente. E não tem nada de anormal eu achar isso de você depois de tanto drama, é que eu só precisava de alguém pra salvar o dia.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Baby, não chore

Hoje eu tô sonsa, odiando começos e primeira vezes. Não consigo me concentrar, mas acho que fui bem no teste de matemática! Tive que parar "Olhai os lírios do campo", porque Eugênio às vezes se parece muito comigo... e eu já falei que não me suportaria se existisse alguém como eu. Todos meus segredos tão transparentes (alguns), em um livro... (blé, que brega.) Enfim, vim mesmo pra cantar, e fugir dos meus não-desejos: Socorro, alguém me dê um coração. E de repente fui interrompida de novo por uma mensagem anônima. Adoro mensagens anônimas, cria um ar de expectativa e você pode inventar qualquer dono praquilo. Tudo bem que a minha não foi muito agradável, nem o único dono que eu poderia imaginar... mas uma simples mensagenzinha me fez refletir sobre tudo que faço e o que isso causa nos outros. E talvez eu dê razão a minha mãe, quando ela fala que só penso em mim muitas vezes. Mas não é verdade. Não agora. Penso em mim também, mas sobretudo em você. Tenho pena, sabia? E me odeio porque não é com esse sentimento de simples piedade que eu posso pagar por todo esse tempo de dedicação e silencioso amor. Eu queria ser apenas sentimental. Mas sei que não posso, não devo. Porque é pior pra todo mundo, e depois só piora todo mundo. E todo mundo vai junto pra lama. Porque de mim não muda, e de você... passa. Eu queria tanto que colocasse em prática toda paciência e inteligência agora. Talvez isso que chamam de amor, seja realmente capaz de cobrir todo o resto de sentimentos que nos fazia viver, mas amor não substitue, completa. E nada se exige... só ama. E não, não estou amando (pelo menos não do tipo "apaixonada"), mas me sinto amada, e não há nada de auto-estima nisso. Tudo bem, minha vez... desculpa. As mais sinceras e longas.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Não, obrigada.

Que tal assim: você aí, e eu aqui? Minha opinião não muda, nem mudará... acho que concordo com tia Luciana, quando disse que não aprendemos a amar. Aprendemos a respeitar, ter carinho... mas amor, é ou não é. Sim, deve existir excessões, mas quase sempre é assim e comigo não é diferente. Eu não aguento mais, porque de repente uma pessoa se preocupa tanto comigo, quer tanto meu bem... e eu não faço nada. Exatamente nada. Só existo, e procuro pessoas pra me preocupar também. Triste, eu sei. Mas é assim mesmo. E fim de papo.