"Assim. Quietinha e longe. Estou sentindo falta de você."
E aí eu parei pra pensar. Sabe, pequenina... acho que ninguém tinha notado. Nem eu. Mas eu também tenho sentido minha falta. Tenho me privado de coisas e pessoas que gosto por algo que nem sei se é melhor. Por um bem-estar que ainda está sendo testado. Vivendo outras coisas, outras pessoas. Ou pelo menos, tentando. Me permitindo pra novas situações. Um bem-me-quer um pouco mais trabalhoso. Abraçando o "capeta" quando necessário. Eu precisava de um tempo de mim, sabe? Acho que nunca fez tanto sentido aquilo que Sérgio Henrique falou... "quero tirar férias de mim, mas eu também quero ir". E tenho pensado mais, querendo mais e um tanto de "mais" infinitos... só demonstrando menos. E talvez seja até culpa dos mesmos que você já cansou de ouvir de mim, e eu já cansei de falar. Sabe quando você acha que às vezes não tem lugar pra você no coração das pessoas? Então, me retirei antes de ser expulsa de alguns. Tenho que rever com carinho quem ainda me quer. Mas me desculpa, se demonstrei errado, se sumi um pouco de você. Eu sumi de mim também. E foi tão mais difícil se desfazer dos meus vícios, das minhas pessoas, dos meus desejos, da minha alma querendo gritar que eu estava sentindo. É um pouco ruim se expor assim, sabe? E é mais ainda quando alguém entende errado. É ruim ver o que não quero, logo eu, tão à favor "dos incomodados que se retirem". Estou cumprindo o ditado. Não é fuga, é solução. Acho que vivo de cápsulas protetoras. Sumi pra não me deixar ser. Pra ninguém saber o que eu quero tanto esconder, que de tão meu, eu quero que continue sendo. Tenho necessidade de jogar pra fora, assim, no meio de tantos rabiscos e letras como se fosse sair de mim igual mágica. Ah, se fosse assim... ele já teria ido pra bem longe. E você, sempre perto. Obrigada por ter notado. Mas não se preocupe: pra/por você eu volto sempre, por mais longe que eu vá. Me espera. Só preciso de mais alguns segundos.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Bomba
Caralho. Como eu queria fazer um texto (pra variar) que fizesse um sentido, de verdade. E mexesse com sua porcaria de coração. Se é que tem algum. E te fizesse perceber, que ainda é verdade. Meu deus, se o mundo soubesse o quanto é verdade, estariam todos do meu lado, e você aí, ainda não entendendo minhas frases mais elaboradas. Devia ser permitido contar que me mordo de ciúmes. Mas não é, não pode, porque o mundo fala que não, e se o mundo fala, tá falado. Então eu digo para os fantasmas da minha rua: que raiva! Raiva de ser quase oficial, e é uma chatice isso. Não querer saber e me privar dos meus desejos por causa disso: sentimento. Sente. Mente. Raiva do discurso "todo mundo mente" e acreditar nisso mais que em mim. Nojo do meu ego sendo alimentado por pedreiros quando passo na rua sozinha de short. Indignada com o namorado de minha amiga olhando indevidamente, ao falar comigo. Cadê o respeito, e o amor de mil novecentos e bolinhas? Cansei de desacreditar e isso ser confirmado todos os dias. E quando quase acredito... pff, já era. Brincadeirinha da vida. Faz-de-conta. Queria ser doce de novo. Não sozinha. Estou aquilo-que-não-me-permito-dizer. E feliz, pela metade, por incrível que pareça. Apesar de estar gritando tudo isso, tenho, agora, uma metade feliz e um coração tranquilo. Das pessoas novas, da tarde bonita e da mínima frieza. Mas ainda lembro dos planos cortados na raíz. O apego que não desapega. Se pudesse fazer um pedido, seria tudo de novo e novo. De um jeito diferente, que você pudesse me conhecer mais bonito e eu soubesse me dar mais valor. Porque por mais que não pareça, reconheço meu valor. E talvez, podia ter sido diferente. Podia ter sido... E eu sei, não vai mudar nada, (ou talvez mude pra pior) mas minha alma muda e você não sabe o quanto tranquilizante é. Aliás, você não sabe muita coisa... talvez meus olhos desabem qualquer dia, em qualquer encontro não programado de olhares pretos.
(Odeio julgamentos. Até por isso que escrevo, e os comentários omitidos aqui, que são publicados verbalmente entre amigos. E da pior maneira. As pessoas interpretam como querem, sem saber de fato o que aconteceu. E julgam, mentem e repassam. Agora, quem me diz "tudo bem?" querendo saber muito além disso? Eu sei, falo demais, sinto demais, quero demais... mas tenho meus motivos. E eu sou a única que sei deles. Então, não falem. Nem de mim, nem de ninguém, porque se vocês sentissem como é triste e como é feliz essa dor, talvez errariam mil vezes pior.)
(Odeio julgamentos. Até por isso que escrevo, e os comentários omitidos aqui, que são publicados verbalmente entre amigos. E da pior maneira. As pessoas interpretam como querem, sem saber de fato o que aconteceu. E julgam, mentem e repassam. Agora, quem me diz "tudo bem?" querendo saber muito além disso? Eu sei, falo demais, sinto demais, quero demais... mas tenho meus motivos. E eu sou a única que sei deles. Então, não falem. Nem de mim, nem de ninguém, porque se vocês sentissem como é triste e como é feliz essa dor, talvez errariam mil vezes pior.)
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Meu
Eu tenho tanto medo de você usar o que eu criei pra gente com ela. Talvez seja uma mentira barata que eu queira me convencer, mas eu achava a gente tão a gente, tão original, tão diferente e tão bonito. Tenho ciúmes. Não de você, mas das situações, das palavras, das atitudes que eram tão nossas. De mim, sem esforço, te fazendo ser diferente e falar o que eu esperava.
Talvez seja egoísmo de minha parte achar que as respostas eram dadas por causa de minhas perguntas. Mas você pensou as respostas, sugeriu, mudou, quis... e agora o objeto direto é outro. Não me sinto trocada, até porque faz um tempo, mas só não queria que você desse a ela o que era nosso. O que era meu. Seu. Se é que tenho direito de ainda pedir alguma coisa.
Foi eterno, acredite. Por mais que tenha passado, é um pecado dizer que a música "Cotidiano" de Chico Buarque vai ser a de vocês. Porque é nossa. Não quero ver ela ocupando o terceiro banco toda vez e você a amando por isso. Não quero que você seja com ela o que foi comigo. E dê pra ela o que me deu. (No sentido amigo, galera)
Tenho ciúmes da frase "firme, fiel e verdadeiramente", de você me apresentando a querida Heikenen, do "serás beijada em breve" que era sempre lembrado na mensagem no mesmo horário, de você me chamando pra dançar jazz, do livro da chuva, do velho escrevendo nosso nome no caderno, de você ter que inventar uma palavra em 5 segundos pra conseguir um beijo e dizer "beijo", do bilhete debaixo da porta, dos convites no meio da semana, de você me convencendo tomar café, de você querer ir pra um psicólogo por estar atraído por uma menina de 15 anos, das conversas sobre Woody Allen, das suas histórias inventadas pra me impressionar desmentidas num sorriso, de você me deixando ser, me querendo ser...
Por favor, por tudo isso que fomos, espero que ainda seja nosso. Só nosso. Eterno segredo.
Talvez seja egoísmo de minha parte achar que as respostas eram dadas por causa de minhas perguntas. Mas você pensou as respostas, sugeriu, mudou, quis... e agora o objeto direto é outro. Não me sinto trocada, até porque faz um tempo, mas só não queria que você desse a ela o que era nosso. O que era meu. Seu. Se é que tenho direito de ainda pedir alguma coisa.
Foi eterno, acredite. Por mais que tenha passado, é um pecado dizer que a música "Cotidiano" de Chico Buarque vai ser a de vocês. Porque é nossa. Não quero ver ela ocupando o terceiro banco toda vez e você a amando por isso. Não quero que você seja com ela o que foi comigo. E dê pra ela o que me deu. (No sentido amigo, galera)
Tenho ciúmes da frase "firme, fiel e verdadeiramente", de você me apresentando a querida Heikenen, do "serás beijada em breve" que era sempre lembrado na mensagem no mesmo horário, de você me chamando pra dançar jazz, do livro da chuva, do velho escrevendo nosso nome no caderno, de você ter que inventar uma palavra em 5 segundos pra conseguir um beijo e dizer "beijo", do bilhete debaixo da porta, dos convites no meio da semana, de você me convencendo tomar café, de você querer ir pra um psicólogo por estar atraído por uma menina de 15 anos, das conversas sobre Woody Allen, das suas histórias inventadas pra me impressionar desmentidas num sorriso, de você me deixando ser, me querendo ser...
Por favor, por tudo isso que fomos, espero que ainda seja nosso. Só nosso. Eterno segredo.
Tá vendo aquela Lua?
(O Federico não é Federico, de verdade... mas 70% das falas foram de verdade)
Fernanda: Oi!
Federico: Que surpresa... se soubesse que era você, tinha...
Fernanda: Se soubesse, nada. Deixa de besteira. Você tá lindo com a boquinha suja de bolacha e esses olhinhos apertados haha.
Federico: Quer limpar minha boca?
Fernanda: Que cantada barata... desse jeito a gente não vai pra frente.
Federico: Então, o que a fez vim aqui?
Fernanda: Estou esperando um espetinho e o moço disse que só abre daqui meia hora... como sua casa é perto, vim esperar aqui.
Federico: Me desculpe, nem perguntei se quer entrar, mas você já tá tão bonita toda livre na minha calçada.
Fernanda: Não quero entrar.
Federico: Que bom, eu também prefiro aqui. Deita.
Fernanda: Tenho saudades da minha casa, da minha calçada, da minha rua, do meu céu... não tenho mais rua, sabia? Só carros. Tenho muitas saudades.
Federico: Quando sentir saudades, é só vim pra minha calçada, eu te empresto... e ainda me empresto, de sobra, se quiser.
Fernanda: Eu venho... Se der sorte, te encontro aqui, também.
Federico: Vou viver na calçada, então.
Fernanda: Haha. Isso de rua te lembra alguma coisa?
Federico: "menina linda, quero morar na sua rua..." e princesa de rua.
Fernanda: Você é lindo... essa resposta era tudo que precisava pra criar um diálogo.
Federico: Então coloca nele também que aqui, na minha rua, você reina seu cargo de princesa muito bem.
*Silêncio e sorrisos*
Federico: Agora é sua vez de dizer que eu sou o príncipe, né...
Fernanda: Vai ter que conquistar o trono.
Federico: Olha, o céu está nos ajudando...
Fernanda: Não estou vendo nada.
Federico: Um coração de nuvem.
Fernanda: Seu mentiroso.
Federico: É sim, não acredito, que você com esses olhos que vê coração em quem não tem, não tá vendo o coração no céu.
Fernanda: Pode ser, o coração tem a forma que a gente quiser...
Federico: Qual a forma do seu?
Fernanda: Forma de "S".
Federico: Não podia ser mais bonito... o meu é um 2.
(...)
Fernanda: O meu espetinho deve estar pronto, tô indo.
Federico: Um beijo, menina levada.
Fernanda: Oi!
Federico: Que surpresa... se soubesse que era você, tinha...
Fernanda: Se soubesse, nada. Deixa de besteira. Você tá lindo com a boquinha suja de bolacha e esses olhinhos apertados haha.
Federico: Quer limpar minha boca?
Fernanda: Que cantada barata... desse jeito a gente não vai pra frente.
Federico: Então, o que a fez vim aqui?
Fernanda: Estou esperando um espetinho e o moço disse que só abre daqui meia hora... como sua casa é perto, vim esperar aqui.
Federico: Me desculpe, nem perguntei se quer entrar, mas você já tá tão bonita toda livre na minha calçada.
Fernanda: Não quero entrar.
Federico: Que bom, eu também prefiro aqui. Deita.
Fernanda: Tenho saudades da minha casa, da minha calçada, da minha rua, do meu céu... não tenho mais rua, sabia? Só carros. Tenho muitas saudades.
Federico: Quando sentir saudades, é só vim pra minha calçada, eu te empresto... e ainda me empresto, de sobra, se quiser.
Fernanda: Eu venho... Se der sorte, te encontro aqui, também.
Federico: Vou viver na calçada, então.
Fernanda: Haha. Isso de rua te lembra alguma coisa?
Federico: "menina linda, quero morar na sua rua..." e princesa de rua.
Fernanda: Você é lindo... essa resposta era tudo que precisava pra criar um diálogo.
Federico: Então coloca nele também que aqui, na minha rua, você reina seu cargo de princesa muito bem.
*Silêncio e sorrisos*
Federico: Agora é sua vez de dizer que eu sou o príncipe, né...
Fernanda: Vai ter que conquistar o trono.
Federico: Olha, o céu está nos ajudando...
Fernanda: Não estou vendo nada.
Federico: Um coração de nuvem.
Fernanda: Seu mentiroso.
Federico: É sim, não acredito, que você com esses olhos que vê coração em quem não tem, não tá vendo o coração no céu.
Fernanda: Pode ser, o coração tem a forma que a gente quiser...
Federico: Qual a forma do seu?
Fernanda: Forma de "S".
Federico: Não podia ser mais bonito... o meu é um 2.
(...)
Fernanda: O meu espetinho deve estar pronto, tô indo.
Federico: Um beijo, menina levada.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Jeito de mato
- Posso tirar uma foto sua?- Minha?
- É.
- Pra quê?
- Coleciono fotos... por favor.
- Não.
- Por que não?
- Eu não tô arrumada, fia...
- Mas você é linda.
- Sou nada, tô feia que dói.
- Eu preciso tirar uma foto sua... queria que fosse capaz de ver como está bonita aí na janela dessa casinha, com uma vassoura na mão, cabelos brancos e os olhos contando mais histórias do que imagina.
- Você é poeta?
- Não, por que?
- Do jeito que disse, parece que escreve tão bonito... igual aqueles artistas de televisão.
- Obrigada... será que agora não mereço uma foto?
- Sou triste.
- Pessoas tristes são lindas e rendem ótimas fotografias.
- São?
- Sim.
- Deixa eu tirar, vai.
- Não, a senhorita vai ter que me desculpar... pra tirar qualquer foto ainda teria que passar maquilagem.
- Mas se você usar qualquer grama a mais, não vai ser você.
- Desculpa de novo, pede outra pessoa.
- Nada de desculpa. Vou roubar uma pose então.
Click.
- Olha, eu gostei de você... mas isso é meu.
- Não pode me emprestar?
- Eu emprestei, agora devolve e apaga.
- Tudo bem.
Coloquei os fones de volta no ouvido e saí... a senhora olhou e ficou. Ninguém quer dar um pedacinho e ninguém sabe que quando peço, é porque o pedaço é especial. Não importa o quão importante e pra quem é importante, mas ser importante já é muito grande, e precisamos valorizar isso. A partir desse dia, está decidido roubar sorrisos, momentos, pedacinhos... sem pedir e sem peso na consciência. Porque ninguém é o que é. Só somos de verdade quando ninguém vê. Cansei disso... nos projetamos para situações e pessoas, regulando intensidade, sentimento, luz. Esquecemos da essência, que é encontrada, muitas vezes, em fotos roubadas e são essas que fazem a diferença: pessoas sendo em infinitos particulares.
Dei uma volta na praça e encontrei esse velhinho na sombra e quis mostrar para o mundo. Sabia que ele não queria se mostrar, mas alguém tinha de fazê-lo. Sorri e me preparei para o sorriso dele com o objeto preto nas mãos maior que meu rosto. Click. E o velhinho ficou pra sempre, meio sem-querer-querendo... talvez quem roube pedacinhos, também tenha 100 de anos de perdão...
sábado, 5 de fevereiro de 2011
A menina e o menino
Era uma vez... uma menina. Sempre menina. Não sabia escrever fora dos seus alcances. Geralmente, primeira pessoa... mesmo que a primeira não seja de fato a primeira - eu. Só ficção. E ela também não sabia escrever pra ninguém. Escrevia pra si. Mas adorava, de fato, quando era lida.
Todo mundo lia a menina. É fácil ler. Difícil é estudar e entender. As pessoas tem preguiça disso, o que é uma pena, pra tantos talentos desperdiçados.
Mesmo com tudo fantasiado, ninguém encontrava a menina nas linhas... Para a maioria, simples parágrafos mal feitos. Até que um menino a leu. Não só leu, como resolveu entrar para os seus textos e então, a menina passou a escrever em terceira pessoal do plural.
Começaram a escrever juntos. A menina era sempre o canal, mas ele ditava, e ela transcrevia, com toda a sensibilidade de um bom editor. E de repente, seus textos, passaram a ser uma surpresa... de vez em quando, eram até escritos sozinhos, como simples empurrões na madrugada.
Os cadernos na última folha sempre cheios de rabiscos, agora eram casa pra novas palavras... e eles não largavam "cativar". Se pudessem, a palavra "cativar" apareceria em todas frases, ou então, fariam um texto só com "cativar". Mas "cativar" é uma palavra chata pra fazer poesia... só era boa pra sentir, eles sabiam disso.
E os planos da menina eram sempre surpreendidos. Quando achava que ia ser "mas", era surpreendida com um "e"... E sempre no final do capítulo tinha reticências. E no início também... e a página 15, que era o final, parece ser infinita.
Todo mundo lia a menina. É fácil ler. Difícil é estudar e entender. As pessoas tem preguiça disso, o que é uma pena, pra tantos talentos desperdiçados.
Mesmo com tudo fantasiado, ninguém encontrava a menina nas linhas... Para a maioria, simples parágrafos mal feitos. Até que um menino a leu. Não só leu, como resolveu entrar para os seus textos e então, a menina passou a escrever em terceira pessoal do plural.
Começaram a escrever juntos. A menina era sempre o canal, mas ele ditava, e ela transcrevia, com toda a sensibilidade de um bom editor. E de repente, seus textos, passaram a ser uma surpresa... de vez em quando, eram até escritos sozinhos, como simples empurrões na madrugada.
Os cadernos na última folha sempre cheios de rabiscos, agora eram casa pra novas palavras... e eles não largavam "cativar". Se pudessem, a palavra "cativar" apareceria em todas frases, ou então, fariam um texto só com "cativar". Mas "cativar" é uma palavra chata pra fazer poesia... só era boa pra sentir, eles sabiam disso.
E os planos da menina eram sempre surpreendidos. Quando achava que ia ser "mas", era surpreendida com um "e"... E sempre no final do capítulo tinha reticências. E no início também... e a página 15, que era o final, parece ser infinita.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Esconderijo
Acordei hoje de um sonho. Não lembro o sonho, e nem sei se agradeço... porque meu inconsciente, pra mim, tem sido uma das coisas mais traiçoeiras.
Foi tão difícil admitir que não valia mais a pena. É insuportável descobrir, agora, você nas minhas entrelinhas. E olha que absurdo... você, minhas, entrelinhas.
Li um texto de Clarice que dizia que quem ganha alguma coisa escrevendo, ganha alguma coisa vendendo a alma. Eu concordo. Mas sabe o que é ter pedaços da alma que você não quer vender, nem mostrar, nem pra própria pessoa a que aquele pedaço pertence? E você mostra, não por livre espontânea vontade, mas porque não tem opção. E quando percebe, já foi.
É péssimo a sensação de querer proteger o que você mais gosta atualmente e achar, de fato, que está fazendo isso... quando na verdade, só está implícito pr'os desatentos. Não tem como apagar, então, fico aqui rezando pra você ser um desatento e tanto.
Eu juro que não soube que estava dizendo aquilo, na hora. Talvez tenha nascido pra me mostrar, mesmo. Só não queria te mostrar junto.
Foi tão difícil admitir que não valia mais a pena. É insuportável descobrir, agora, você nas minhas entrelinhas. E olha que absurdo... você, minhas, entrelinhas.
Li um texto de Clarice que dizia que quem ganha alguma coisa escrevendo, ganha alguma coisa vendendo a alma. Eu concordo. Mas sabe o que é ter pedaços da alma que você não quer vender, nem mostrar, nem pra própria pessoa a que aquele pedaço pertence? E você mostra, não por livre espontânea vontade, mas porque não tem opção. E quando percebe, já foi.
É péssimo a sensação de querer proteger o que você mais gosta atualmente e achar, de fato, que está fazendo isso... quando na verdade, só está implícito pr'os desatentos. Não tem como apagar, então, fico aqui rezando pra você ser um desatento e tanto.
Eu juro que não soube que estava dizendo aquilo, na hora. Talvez tenha nascido pra me mostrar, mesmo. Só não queria te mostrar junto.
Diálogo
(...)
- Estou com saudades dele, é isso.
- Mas você não o viu esses dias?
- Estou com saudade de outras coisas, na verdade.
- Vocês, mulheres, sentem saudade muito fácil.
- Vocês não sentem?
- Não mesmo.
- Triste, não é? Nunca estamos sintonizados...
- É muito difícil isso.
- Em defesa, não temos culpa de sentir demais, falar demais... somos demais.
- Sim, vocês são demais.
- Esse "somos" foi do verbo ser, literalmente, não de me achar... vocês pouco são.
- Eu sei. E pra completar, complicadas demais. Esse é um fato.
- Complicadas? Quem está complicando é você.
- Vocês todas são diferentes, uma das outras... é difícil saber o que querem ou pensam.
- Mas se mostramos o que queremos, somos putas.
- Me mostre o que você quer.
- Eu já mostrei.
- Seja mais direta, por favor.
- Olha, a gente mostra não com todas as letras... mas com metade delas. Completa, agora.
- Às vezes.
- Quase sempre.
- Tudo bem... ser indecifrável é charmoso. Temos que nos esforçar.
- Vocês também precisam de um por cento do trabalho, né?
- Lá vem você...
- Parei.
- Você continua complicada.
- Mas eu sou tão fácil.
- Então o problema sou eu, mesmo.
(...)
- Ei, espera.
- O quê?
- É tipo um código, sabe? Desses que a gente escreve no diário pra mãe não descobrir... mas se descobrir o código, descobre tudo. Acho que é assim.
- Alguém já descobriu seu código?
- Não sei, não sei...
- Estou com saudades dele, é isso.
- Mas você não o viu esses dias?
- Estou com saudade de outras coisas, na verdade.
- Vocês, mulheres, sentem saudade muito fácil.
- Vocês não sentem?
- Não mesmo.
- Triste, não é? Nunca estamos sintonizados...
- É muito difícil isso.
- Em defesa, não temos culpa de sentir demais, falar demais... somos demais.
- Sim, vocês são demais.
- Esse "somos" foi do verbo ser, literalmente, não de me achar... vocês pouco são.
- Eu sei. E pra completar, complicadas demais. Esse é um fato.
- Complicadas? Quem está complicando é você.
- Vocês todas são diferentes, uma das outras... é difícil saber o que querem ou pensam.
- Mas se mostramos o que queremos, somos putas.
- Me mostre o que você quer.
- Eu já mostrei.
- Seja mais direta, por favor.
- Olha, a gente mostra não com todas as letras... mas com metade delas. Completa, agora.
- Às vezes.
- Quase sempre.
- Tudo bem... ser indecifrável é charmoso. Temos que nos esforçar.
- Vocês também precisam de um por cento do trabalho, né?
- Lá vem você...
- Parei.
- Você continua complicada.
- Mas eu sou tão fácil.
- Então o problema sou eu, mesmo.
(...)
- Ei, espera.
- O quê?
- É tipo um código, sabe? Desses que a gente escreve no diário pra mãe não descobrir... mas se descobrir o código, descobre tudo. Acho que é assim.
- Alguém já descobriu seu código?
- Não sei, não sei...
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Te levo comigo
Eu ainda amo as mesmas pessoas...
Fernando, Solange, Júlia, Luísa, Marina, Tica, Jô, Lucy... Só tenho a agradecer pela paciência, por descobrirem como conviver comigo, pelos bom-dias mau humorados ou não respodidos, pelas respostas impulsivas, pelo não agradecimento a pequenas atitudes, pela importância, por terem ficado me olhando chorar por mais de 3 horas, por terem me esperado chegar da festa, pelo abraços, os minutos a mais que ficaram com fome pra me esperar pra comer, por terem assistido filme com legenda a contra gosto, por terem que "aturar" a rádio 97.5, pelo respeito, carinho, implicâncias e a nossa vontade de evoluir juntos. Vocês são para sempre. E são de casa, literalmente. Mas acima de tudo, da casa (fixa) do meu coração.
Letícia, Luana... nosso trio e nossas idas e vindas. Obrigada por todas as palavras, gestos, carinho, brincadeiras que sempre tem um pingo de verdade, me descobrirem, me fazerem admitir sentimentos, compartilhamento de kró-queijos e derivados, conversas, histórias, amores. Me fazerem sorrir, mesmo obrigatoriamente. Desculpa pelos silêncios inexplicáveis, pelos pontos finais. Foram vocês que souberam lidar comigo, durante todo o ano. Sabendo muito ou pouco, estiveram sempre presentes. Obrigada pelos filmes, pelos planos, pelas loucuras planejadas, pelos gostos diferentes e pelo mesmo amor. O de sempre.
Juliana e Yla, eis que as conhecidas da turma A vieram pra minha turma, e outro trio surge e o sentimento começa a tomar forma sozinho. De vocês, que além de terem compartilhado comigo grandes coisas, viveram quase na mesma época, não sei nem o que dizer... Rimos juntas, nos iludimos juntas, desejamos juntas, odiamos juntas, nos apaixonamos juntas, mentimos juntas, descemos as escadas juntas (rs), perdemos ed. física só pra "chorar" juntas. Vou sentir uma saudade imensa do que fomos nos intervalos, do que dizemos e fizemos por quem não estava nem aí, do que queríamos, das macumbas de Juli, que de tanto acreditarmos, algumas até viraram verdades... da frieza de Yla que logo era quebrada com uma visita numa terça ou quinta, rs.
Victor, Caio. Os dois nerdzinhos que mais amo no mundo, admiro, quero bem. Obrigada pelas conversas idiotinhas, outras inteligentes, os livros que não li, os CDs que não escutei, as ironias... Vocês foram minha janela laranja piscando, meus dedos gritando, meus olhos lendo, minha madrugada de insônia, minhas conversas na webcam, as strip teases não realizadas, os ouvintes dos amores não correspondidos, dos amores loucos, as mentiras da carta em inglês, as verdades da carta em inglês, o desespero e alegria ao encontrar estranhos bonitos no Omegle... Obrigada.
Adriano, Eduardo, Lucas, Nick, Hian, Thiago, o garoto da casa ao lado... Preciso de cuidado pra falar desses. Eu poderia falar eternamemte separadamente de cada um. Por tudo que foram, fizeram e representaram pra mim esse ano (passado). São os meus amorezinhos. Por mais que uns tenham sido mais amores que outros. Foram vocês os responsáveis do desespero de minhas amigas, do meu desespero, de vários textos, alguns sorrisos, muito ódio, felicidade, lembranças em músicas, cheiros impregnados, desejo, vontade de ir pra escola, mentiras sinceras... Agradeço apenas por terem sidos... seja lá o que foram. Mas tenho uma ótima imaginação pra quem é, na minha vida... então, obrigada pelo que me fizeram ser ou tranformar ao lado de vocês.
Monique, Bruna, Jaísa, Nana, Patrick, Alice, Thamyris, companheiros de viagem, Iguana, Dan, Isabela, Jéssica. Obrigada por terem me permitido compartilhar com vocês partes tão importantes do meu ano. Obrigada pela oportunidade que me derão de gostar e conhecer mais vocês. Guardo com carinho um sentimento quase sólido que deixaram em mim, pela passagem, mesmo que rápida ou permanente...
Din, Gabi Miranda, Rafael, Maria, Ana Ciacci, Carol, Andrea, Hugo, Rochelly. Eu tenho um carinho imenso por vocês. Pelo passado, presente e futuro. Independente do que tenhamos vivido, sofrido, amado, compartilhado... Amo de graça.
Colegas de classe, de ballet, inglês e banca... Vocês me viram nas minhas piores situações, mas também compartilhamos isso. Me viram com tic tac na franja, roupa de Fiuk (risos), despero, nervosismo, felicidade, raiva, ansiedade. Mas também soubemos aprender juntos e dividir piadas, apelidos, pescas, risadas... Vocês que me ensinaram a trabalhar em grupo e respeitar as diferenças, por mais difícil que tenha sido.
E aos meus familiares... Um eterno abraço de aconchego e "estou aqui pra o que precisar", desde que não precisem perguntar onde está meu namorado, rs. Primos, continuem formando, haha. Sou orgulhosa e vocês são a parte mais querida da família não escolhida, mas que eu escolheria, se pudesse.
Obrigada pelo 2010, foram vocês que fizeram ele valer a pena... Talvez com um sorriso, palavras, presença, mensagem, carta, abraço ou simplesmente existência. Tudo que eu desejo pra mim, desejo redobrado pra vocês. Um beijo, em cada um, onde quiserem.
Fernando, Solange, Júlia, Luísa, Marina, Tica, Jô, Lucy... Só tenho a agradecer pela paciência, por descobrirem como conviver comigo, pelos bom-dias mau humorados ou não respodidos, pelas respostas impulsivas, pelo não agradecimento a pequenas atitudes, pela importância, por terem ficado me olhando chorar por mais de 3 horas, por terem me esperado chegar da festa, pelo abraços, os minutos a mais que ficaram com fome pra me esperar pra comer, por terem assistido filme com legenda a contra gosto, por terem que "aturar" a rádio 97.5, pelo respeito, carinho, implicâncias e a nossa vontade de evoluir juntos. Vocês são para sempre. E são de casa, literalmente. Mas acima de tudo, da casa (fixa) do meu coração.
Letícia, Luana... nosso trio e nossas idas e vindas. Obrigada por todas as palavras, gestos, carinho, brincadeiras que sempre tem um pingo de verdade, me descobrirem, me fazerem admitir sentimentos, compartilhamento de kró-queijos e derivados, conversas, histórias, amores. Me fazerem sorrir, mesmo obrigatoriamente. Desculpa pelos silêncios inexplicáveis, pelos pontos finais. Foram vocês que souberam lidar comigo, durante todo o ano. Sabendo muito ou pouco, estiveram sempre presentes. Obrigada pelos filmes, pelos planos, pelas loucuras planejadas, pelos gostos diferentes e pelo mesmo amor. O de sempre.
Juliana e Yla, eis que as conhecidas da turma A vieram pra minha turma, e outro trio surge e o sentimento começa a tomar forma sozinho. De vocês, que além de terem compartilhado comigo grandes coisas, viveram quase na mesma época, não sei nem o que dizer... Rimos juntas, nos iludimos juntas, desejamos juntas, odiamos juntas, nos apaixonamos juntas, mentimos juntas, descemos as escadas juntas (rs), perdemos ed. física só pra "chorar" juntas. Vou sentir uma saudade imensa do que fomos nos intervalos, do que dizemos e fizemos por quem não estava nem aí, do que queríamos, das macumbas de Juli, que de tanto acreditarmos, algumas até viraram verdades... da frieza de Yla que logo era quebrada com uma visita numa terça ou quinta, rs.
Victor, Caio. Os dois nerdzinhos que mais amo no mundo, admiro, quero bem. Obrigada pelas conversas idiotinhas, outras inteligentes, os livros que não li, os CDs que não escutei, as ironias... Vocês foram minha janela laranja piscando, meus dedos gritando, meus olhos lendo, minha madrugada de insônia, minhas conversas na webcam, as strip teases não realizadas, os ouvintes dos amores não correspondidos, dos amores loucos, as mentiras da carta em inglês, as verdades da carta em inglês, o desespero e alegria ao encontrar estranhos bonitos no Omegle... Obrigada.
Adriano, Eduardo, Lucas, Nick, Hian, Thiago, o garoto da casa ao lado... Preciso de cuidado pra falar desses. Eu poderia falar eternamemte separadamente de cada um. Por tudo que foram, fizeram e representaram pra mim esse ano (passado). São os meus amorezinhos. Por mais que uns tenham sido mais amores que outros. Foram vocês os responsáveis do desespero de minhas amigas, do meu desespero, de vários textos, alguns sorrisos, muito ódio, felicidade, lembranças em músicas, cheiros impregnados, desejo, vontade de ir pra escola, mentiras sinceras... Agradeço apenas por terem sidos... seja lá o que foram. Mas tenho uma ótima imaginação pra quem é, na minha vida... então, obrigada pelo que me fizeram ser ou tranformar ao lado de vocês.
Monique, Bruna, Jaísa, Nana, Patrick, Alice, Thamyris, companheiros de viagem, Iguana, Dan, Isabela, Jéssica. Obrigada por terem me permitido compartilhar com vocês partes tão importantes do meu ano. Obrigada pela oportunidade que me derão de gostar e conhecer mais vocês. Guardo com carinho um sentimento quase sólido que deixaram em mim, pela passagem, mesmo que rápida ou permanente...
Din, Gabi Miranda, Rafael, Maria, Ana Ciacci, Carol, Andrea, Hugo, Rochelly. Eu tenho um carinho imenso por vocês. Pelo passado, presente e futuro. Independente do que tenhamos vivido, sofrido, amado, compartilhado... Amo de graça.
Colegas de classe, de ballet, inglês e banca... Vocês me viram nas minhas piores situações, mas também compartilhamos isso. Me viram com tic tac na franja, roupa de Fiuk (risos), despero, nervosismo, felicidade, raiva, ansiedade. Mas também soubemos aprender juntos e dividir piadas, apelidos, pescas, risadas... Vocês que me ensinaram a trabalhar em grupo e respeitar as diferenças, por mais difícil que tenha sido.
E aos meus familiares... Um eterno abraço de aconchego e "estou aqui pra o que precisar", desde que não precisem perguntar onde está meu namorado, rs. Primos, continuem formando, haha. Sou orgulhosa e vocês são a parte mais querida da família não escolhida, mas que eu escolheria, se pudesse.
Obrigada pelo 2010, foram vocês que fizeram ele valer a pena... Talvez com um sorriso, palavras, presença, mensagem, carta, abraço ou simplesmente existência. Tudo que eu desejo pra mim, desejo redobrado pra vocês. Um beijo, em cada um, onde quiserem.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Se a fila andar...
Ele vai dizer que não presta. No início, no meio ou no fim. Mas ele vai dizer. Alguma hora, ele diz. Ou várias horas. O que importa é que ele vai falar há tempo de você sair. Então, quando ele disser, saia. Saia correndo. Corra. Abandone. Não olhe pra trás. Não lembre das palavras, das atitudes. E deixe virar pó tudo que foi bom. Ninguém presta, eu também achava. Mas ele é do tipo prestável-imprestável, se é que alguém entende. Então, acredite. Ele não presta, de verdade. Mais que os outros. E de vez em quando ele diz algo meio bonito, que você quase começa a achar que ele está enganado, mas não está. Talvez ele até te conquiste com umas mentiras inventadas, umas frases soltas, e um olhar fixo. Mas não se deixe iludir. Pra depois não ouvir um "eu avisei...", porque ele avisa, mesmo.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Para 2011, com carinho
Vontade de que seja bom. Verdadeiro. Calmo. Família. Amigos. Saúde. Compartilhar. Cartas completas. Destinatários certos. Beijos infindáveis. Abraços apertados. Banho de chuva. Piscina. Chuveiro. Mais pés descalços. Menos unhas roídas. Ligações de 3 segundos. Conversas de 3 horas. Esperança. Fé. Conquistar liberdade. Doçura. Estudo. Aprendizagem. Carinho. Sinceridade na medida certa. Um pouco menos de orgulho. Organização. Antecipação. Consequências. Opinião. Gritar. Aprender a chorar quando tiver vontade. Diário. Centro. Valor. Grama molhada. Céu nublado. Alma colorida. Cadeira balançando. Você. Amor.
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