quarta-feira, 23 de maio de 2012

"Que perder seja o melhor destino"

Eu não sei mais o que fazer de mim. Com essa vontade de querer explodir o tempo inteiro. Com a falta de reciprocidade, com o excesso de carinho, com o excesso de vontade. Não sei mais o que fazer da gente. Com "gente" incluindo amigos, famílias e amor. Não sei. Só não queria me sentir tão responsável por tudo. Só não queria ser tão responsável por tudo. Saudade de ser leve. Minha dureza agora transborda até pelos olhos. Dura e fria. Conselho pra dormir, fazer, doer. Tem que doer mesmo. Eu só queria que doesse com alguém grande e bonito segurando minha mão o tempo inteiro. Eu só queria que doesse suportando a alegria dos outros. Tenho me sentindo suja, errada. Qualquer coisa é motivo pra chover, também. Pelo menos tá frio e tá indo. Pelo menos tá doendo. Sinal de que tô viva, não é? Sinal de que alguma parte precisa mudar. Quem dera eu não soubesse o que era. E quem dera (não) dependesse só de mim.

Sempre acaba

- É uma pena que tenham lhe roubado seu maior amor do mundo.
- Mas sabe qual nossa sorte?
- Qual?
- Tenho um pequeno amor do mundo gigante.
- Eu sei. Mas eu também sei que não é o suficiente pra você... apesar de ser pra mim.
- Bem, é o que tem pra hoje né? rs
- É o que tem pra sempre. Mesmo que você não acredite muito nisso.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Colecionando

Se você soubesse os diálogos que guardei teria mais cuidado com a próxima palavra.

sábado, 5 de maio de 2012

"Vai chover, vai chover desilusão"

Abri o piano, cuidadosamente, tirei o paninho vermelho e dedilhei qualquer coisa. Senti falta de quando uma música saia facilmente. Senti falta de me expressar, de alguma forma. Senti o excesso sobre os ombros e inventei uma música nova. A escala musical, e tudo bem. Ainda sei onde fica o dó. Lá. Minha dor aqui. Faltou conversas, pessoas, lágrimas, lista de música decorada. Desilusão. Falta de forças e abraços pra repor. Sei lá, sabe. No fim só nos resta seguir em frente, mesmo. Mas não deixa de ser cansativo, dolorido, difícil. "Keep calm and carry on" foi o que alguém me disse no meio de um abraço. Só tenho isso pra acreditar. Que seja suficiente.

sábado, 21 de abril de 2012

Marketing + Botafogo = amor.

A estrela é origem. As estrelas são destino. Observar estrelas é diferente de ver estrelas, que é diferente de ter estrela, que é diferente de ser estrela, palavra forjada em fogo, matéria prima da vida, que mutante, muda o brilho, embalada elo verbo.
Injustamente limitada pelo seu número de pontas, o seu conteúdo e luz são matéria prima do infinito. É isso. O infinito é feito de estrelas, que por sua vez, com a licença da ciência, é feita de sonhos, fogo e emoções.
Para os que duvidam que estrelas são feitas de sonhos, fogo e emoções, destacamos uma, sagrada, visível a olho nu, recém chegada a esse palacete, e que é a única matéria que, a despeito de manufaturada, é força da natureza nascida da energia de um encontro.
O encontro de histórias nascidas de conquistas, tecnologia, gols, golaços, compromissos, lágrimas, moda, técnica, saltos, elegância, heróis, costumes, gritos e silêncios reverentes. Um encontro histórico de marcas, referências de excelência e glórias, que concebeu uma estrela de primeira grandeza, com lugar cativo na constelação imortal do futebol: o uniforme oficial do Botafogo de Futebol e Regatas.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

- Fica comigo.

- Eu estou, como sempre estive.
- Você entendeu.
- Não.
- Não entendeu ou não fica?
- Não fico, menino.
- Por que?
- Não insista, você sabe que eu ficaria, se quisesse.
- Mas você quer.
- Eu não vou.
- Por que?
- Porque eu não lembro a última vez que a gente ficou e eu não quero alimentar essa lembrança. Porque eu não sei mais como é e tenho medo de gostar muito da sensação. E de você. Porque eu sempre tenho vontade de te beijar, e se for bom, só vai piorar. Porque já tenho vícios o suficiente. Porque eu sei as consequências disso, e apesar de muitas boas, não quero enfrentar as ruins. E porque eu não quero ter um último beijo pra lembrar.
- Então que seja o primeiro.
(...)
- Tava com saudade de você.
- A gente não tem jeito.
- Ou a gente não perde o jeito? rs
- Talvez nos perdemos pra nunca perder a emoção de mais uma primeira vez.
- E mais um primeiro beijo.

Que, um dia, sejam incontáveis.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Me diz

Tava precisando saber qualquer coisa nova sua. Nem precisa ser bonita, nem grande, nem importante. Podia até ser um "nasceu uma pinta nova em mim", "quero um cachorro" ou "estou com cabelo branco". Não queria que parecêssemos tão esgotados, mesmo que estejamos...



Só pra saber mesmo, nasceu alguma pinta nova em você?

segunda-feira, 9 de abril de 2012

"Com açúcar, com afeto": seu cafuné.


Deitei na cama e te pensei. Na verdade, quando você disse que precisava de um cafuné o texto já surgiu quase pronto de algum lugar do Universo. Pensei em dormir, ouvir música, beber água, dançar, assistir televisão, mas não tinha jeito... tinha que te fazer cafuné nem que tivesse que inventar um novo meio de transporte. Tinha que te cuidar, de alguma forma. Nem sei porque, mas tinha. Comecei deitando carinhosamente sua cabeça no meu colo. Cabeça pesada e com dores. Deixei você repousar tudo ali. O cansaço acumulado, o estresse, a impaciência, tudo isso muito gritante e sem nome que você sentia. Fiquei só te olhando, enquanto você descarregava o excesso sem culpa. Enquanto não sobrava mais espaço pro "foda-se" impaciente. Enquanto você ainda não tinha certeza se achava meu colo meio duro, acolhedor, ou os dois. Era só silêncio. Talvez uma música baixinha de Vinícius. Aí eu te toquei, acordando todas as células boas do seu corpo, te lembrando dos seus músculos esquecidos, do seu corpo desleixado e da sua mente cansada. Devagar, deixava meus dedos divagarem na sua cabeça. Te lembrava fios de cabelo esquecidos, demorava um pouco mais na nuca, cantava mentalmente. Você já quase completamente entregue ao sono, lutava pra não perder mais um fogo de artifício. Sua mente totalmente entregue em mim, e minhas mãos, parte preciosa de qualquer mulher, somente suas. Já sem motivo pra timidez, deixei meus dedos passearem pela sua bochecha, a barba mal feita, as rugas que surgiam no sorriso disfarçado. Leve massagem facial e sopro nos lugares certos. Como uma mágica, num suspiro indesejado, finalmente adormeceu... e sonhou com o resto.

sexta-feira, 30 de março de 2012

O que não é dito é lembrado

Acredite, os melhores escritos não são ditos. Às vezes nem escritos. Tão pouco expostos. Minhas melhores palavras são sussurros, propostas indecentes, destinatários errados. É tudo que não pode, não deve, não. Meus melhores textos estão onde tem a plaquinha "Proibido" e a gente vai fundo. Vai fundo, discretamente. Coloca até um tanto de livro em cima pra sufocar, disfarçar. O que não é visto, não é lembrado, já diz o ditado. E o que não é escrito, não é visto. Portanto, os melhores sempre serão segredo. As melhores frases sempre ficam presas entre quatro paredes, quatro ouvidos e uma boca. O melhor texto é quando não é preciso falar, é quando de tão grande e intenso, se sente, sem nenhum "a". É a explosão explícita. Ou então é a solidão de quando todos foram embora mas a música ainda não parou de tocar. É o mais íntimo, o mais dolorido, o mais sincero. Aqui, eu só escrevo os restos. O resto de tanta (falta de) vida e (excesso de) sentimento. Escrevo o que fica arranhando pra ter dono. E que se não tiver, deixa que alguém crie um. Faço por prazer, besteira, amor. No fundo, eu sei é que a minha caixa de papéis coloridos ainda tem muitas coisas indizíveis. Coisa que não se admite, não se pede, não se escreve, mas existe... existe.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Vamos morar na Lua?

Hoje o céu estava tão bonito que se eu fosse poeta escreveria um poema, com umas 12 ou 15 palavras , dessas que ficam na memória da pessoa o dia inteiro, dizendo o quanto eu queria te dar ele de presente. Mas tudo que eu quero dizer parece grande demais pra caber em versos rimados. De qualquer forma, se o fizesse, começaria mais ou menos assim: "Hoje o céu estava tão bonito..." Eu sei que você ia amá-ló. Talvez até gostasse um pouco de mim por ter te apresentado o infinito mais lindo que já vi na minha vida. Sabe quando você vê algo e imediatamente pensa em alguém? Não sei porque você foi o primeiro. É que era tudo tão bonito que talvez você amolecesse seu coração e sensibilizasse com alguma nuvem. Talvez até tivesse vontade de compor uma música, nem que seja só no batuque. Se eu te dissesse um "oi" sob aquele cenário valeria a pena toda minha vida. Mais bonito ainda seria meu primeiro "Eu te amo" e você ia me olhar com a pupila dilatada e eu achar que era "eu também", mas nunca teria certeza. Na tela, o sol estava indo embora e só despontava as estrelas mais fortes, as mais brilhantes, as que vem em primeiro lugar. Aquelas que pedem licença pro sol pra dizer que a noite tá chegando e agora é a vez delas se mostrarem brilhantes. As nuvens que ficaram, cinzas, alaranjadas e rosadas pareciam brincar de esconde-esconde. Eu juro que se acreditasse em Deus pedia pra embrulhar de presente pra você. Ou então pra pausar o tempo num tempo suficiente pra você ver e sorrir, também. Nem corri pra pegar a máquina dessa vez, pra não perder um movimento sequer. Foi tudo muito intenso, (e)terno e lindo, como só a gente poderia ser, se não fosse mais um movimento da Terra.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Eu não vou me adaptar

"Ela falou que você estava mudada, não gostava de mais nada..." foi assim que começou uma discussão hoje sobre diferentes pontos de vista, diferentes gostos e má interpretações. Eu gosto de muitas coisas. Muitas mesmo. A única diferença é que eu não tenho necessidade de compartilhar isso, até porque muitas vezes ou sou ignorada (por um gosto incomum) ou levam na brincadeira. Infelizmente, eu não estou satisfeita com muitas pessoas que ando convivendo e não preciso fingir que gosto. Não preciso fingir que gosto pra chamar a atenção ou conseguir as coisas que quero. Eu nunca gostei de nada. Nada do que a pessoa se referia ou gostava. Agora só não faço mais questão. Porque eu aprendi, um pouco tarde, que talvez a certa seja eu. Eu, que vivi 17 anos nessa vida me achando a pessoa mais errada de todas, agora me aceitei. Assim mesmo. Aceitei ser a minoria. Aceitei gostar de coisas estranhas e pessoas, também. Só não aceito desrespeito e mal educação. Pelo menos não perto de mim. Então, enquanto ainda tiver a liberdade de ignorar, reclamar ou me expor, irei. Caso esteja errada, fica na responsabilidade do tempo, que me ensinou há poucos dias: eu, que muitas vezes quis ser normal, me mudei pro que sempre fui.