No fundo, eu acho que as pessoas ainda tem jeito. Acho que ela vai parar de fumar, de se drogar e se embebedar. Acho que o maior ainda será o melhor.
E no fundo, as pessoas devem ser legais.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
T
Basta um olhar para Tereza sentir sua alma se projetar por todas as veias, todos os vasos capilares e todos os poros para ser vista por ele. Ela queria tanto que ele se importasse, a abraçasse e a convidasse pra ir ali, mas Tomas chega com seus bom dia's de como-se-nada-tivesse-acontecido. Porque para ele é mesmo como-se-nada-tivesse-acontecido. E se não fosse isso ele seria perfeito. É. E Tereza continua sofrendo porque se falam todos os dias, e ele sempre sorri pra ela, mas muita coisa ainda incomoda. Tomas mal se importa, mas não cabe a ela dizer isso. Ela só queria falar pra alguém no mundo que ele com aquela carinha de bom moço dá um nó nos seus neurônios. E o nó fica apertado cada vez que ele sorri, ou pega na sua cabeça carinhosamente e timidamente, como fez uns dias antes. Mesmo que ela não se importe mais, e que não tenha gostado do modo como a beijou, ela queria se acostumar... e quando decidiu gostar disso, ele a devolveu ao universo do qual pensou ter escapado. E Tereza ficou só, de novo.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Meu jardim (Vander Lee)
Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores. Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores. Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores. Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores. Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho. Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho. Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho. Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho. Estou podando meu jardim, estou cuidando bem de mim.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Por mim mesma
Estou super chateada comigo.
Vou me perdoar, e me melhorar, quando tiver tudo beleza, eu volto ok.
Vou me perdoar, e me melhorar, quando tiver tudo beleza, eu volto ok.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Caio Fernando.
Hugo disse que fico triste com muito falicidade. E fico mesmo. Entristeço por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correta e não foram comigo. Meu coração dói.
A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.
A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
The way I are
Parabéns! Você merece o prêmio de pessoa mais falsinha do mundo.
Depois de iludir a menininha, dar seu showzinho, vem culpar os outros e fazê-los sentir culpados. Assumo minha parcela de culpa enorme nessa história e com a conciência pesando e o coração apertado, reconheço a da minha amiga, mas eu queria que você parasse um pouquinho e se colocasse no lugar dos outros. No meu, no dela, e no dele. Eu sei que você nunca vai ler isso na vida, mas eu preciso escrever o quanto você me decepcionou, e nem culpo por ter falado de mim (ou não), mas por ir falar com pessoas, que eu gosto e quero muito mais bem. Será que cabe a VOCÊ julgar alguma coisa aqui? Logo você que me julgou da forma mais infantil possível, e se não julgou, ouviu calado. Se eu pudesse voltar, eu nunca repararia em você naquele show, com a menina se jogando em você. Nunca. E quando eu resolvo te perdoar, achar que você não fez nada por mal, e "isso acontece, Fernanda, agora se afasta e fica na sua, e ESQUECE", quando eu me conformo, você vem falar bosta. Mais bosta, aliás... E me deixa louca, meus amigos loucos. Minha consciência pesada. Quando na verdade, você que foi ridículo, foi você que começou isso tudo.
Você tinha tudo pra voltar atrás, você podia pedir desculpas, logo quando soube que eu já sabia... mas não, você resolve culpar outras pessoas que não tem nada a ver com nada. Você tinha tudo pra ser o de agora, mas não sabe como me magoou, como destruiu minha ilusão mais bonita... "eu te recriei só pro meu prazer", sabia? E agora, é assim que eu quero você na minha cabeça. Como uma coisa boa, que passou... e pronto!
Moral da história: Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo!
Depois de iludir a menininha, dar seu showzinho, vem culpar os outros e fazê-los sentir culpados. Assumo minha parcela de culpa enorme nessa história e com a conciência pesando e o coração apertado, reconheço a da minha amiga, mas eu queria que você parasse um pouquinho e se colocasse no lugar dos outros. No meu, no dela, e no dele. Eu sei que você nunca vai ler isso na vida, mas eu preciso escrever o quanto você me decepcionou, e nem culpo por ter falado de mim (ou não), mas por ir falar com pessoas, que eu gosto e quero muito mais bem. Será que cabe a VOCÊ julgar alguma coisa aqui? Logo você que me julgou da forma mais infantil possível, e se não julgou, ouviu calado. Se eu pudesse voltar, eu nunca repararia em você naquele show, com a menina se jogando em você. Nunca. E quando eu resolvo te perdoar, achar que você não fez nada por mal, e "isso acontece, Fernanda, agora se afasta e fica na sua, e ESQUECE", quando eu me conformo, você vem falar bosta. Mais bosta, aliás... E me deixa louca, meus amigos loucos. Minha consciência pesada. Quando na verdade, você que foi ridículo, foi você que começou isso tudo.
Você tinha tudo pra voltar atrás, você podia pedir desculpas, logo quando soube que eu já sabia... mas não, você resolve culpar outras pessoas que não tem nada a ver com nada. Você tinha tudo pra ser o de agora, mas não sabe como me magoou, como destruiu minha ilusão mais bonita... "eu te recriei só pro meu prazer", sabia? E agora, é assim que eu quero você na minha cabeça. Como uma coisa boa, que passou... e pronto!
Moral da história: Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo!
domingo, 29 de março de 2009
A namoradinha
Ele chegou e já foi lhe dando a mão. Ela quase quis sair correndo, de vergonha, e até um pouco de arrependimento, talvez. Mas a vontade era maior, e depois de tudo que havia feito, não tinha como fugir...
Depois, com as mãos entrelaçadas, iam ambos sentar-se a um canto do shopping, onde a sombra era mais espessa, e aí conversavam baixinho; ouvia-se apenas o doce murmúrio das vozes, interrompidas por esses momentos de silêncio em que a alma emudece, por não achar no vocábulo humano outra linguagem que melhor a exprima. E ambos riam pela timidez que tomava conta.
Quem não sabe a história simples e eterna de um amor inocente, que começa por um olhar, passa ao sorriso, chega ao aperto de mão às escondidas, e acaba afinal por um beijo e por um sim, palavras sinonimas no dicionário do coração?
O beijo e o sim são as partes mais difíceis, pra menina, que mal havia contado pra mãe que já estava entregue ao amor proibido.
Num intervalo, entre uma conversa e outra os dois amantes apertaram-se as mãos e olharam-se com um desses olhares longos, fixos e ardentes que parecem embeber a alma nos seus raios límpidos e brilhantes. Carolina sorriu enrubescendo; aquela noite exprimia a felicidade, a realização do belo sonho cor-de-rosa que havia durado apenas um mês; a linda e inocente menina, que amava com toda a pureza de sua alma, não tinha outra resposta.
Sorriu e corou.
Assim, fascinada pela sua ilusão e por este contato voluptuoso, esqueceu-se, a ponto que, sem saber o que fazia, inclinou a cabeça e colou os lábios ardentes no dele. E logo sentiu, outra vez, a mãozinha, que apertava docemente a sua, como para impedir de sair. Mas ela saiu, inventou uma desculpa e ele disse "já?". Como boa menina, disse que sua mãe esperava sua ligação. E ele foi atrás, não soltando sua mão, e juntou-se aos amigos, que os olhavam com curiosidade.
Na frente de um menino, às vezes, quando é possível, Carolina só queria encostar um pouquinho. E ele deixou, e beijou sua cabeça com carinho.
No dia seguinte, vieram as notícias. Não as que ela odiava, e temia por chegar onde não devia, mas eram piores, notícias impiedosas. E ela entristeceu-se, quis odiar tudo, mas esta lembrança desaparecia logo sob a impressão de seu sorriso, que tinha em sua alma, de seu olhar, que guardava no coração, e de seus lábios, cujo contato ainda sentia.
Praticamente, por José de Alencar.
E um pedacinho de Tati, pra variar.
Depois, com as mãos entrelaçadas, iam ambos sentar-se a um canto do shopping, onde a sombra era mais espessa, e aí conversavam baixinho; ouvia-se apenas o doce murmúrio das vozes, interrompidas por esses momentos de silêncio em que a alma emudece, por não achar no vocábulo humano outra linguagem que melhor a exprima. E ambos riam pela timidez que tomava conta.
Quem não sabe a história simples e eterna de um amor inocente, que começa por um olhar, passa ao sorriso, chega ao aperto de mão às escondidas, e acaba afinal por um beijo e por um sim, palavras sinonimas no dicionário do coração?
O beijo e o sim são as partes mais difíceis, pra menina, que mal havia contado pra mãe que já estava entregue ao amor proibido.
Num intervalo, entre uma conversa e outra os dois amantes apertaram-se as mãos e olharam-se com um desses olhares longos, fixos e ardentes que parecem embeber a alma nos seus raios límpidos e brilhantes. Carolina sorriu enrubescendo; aquela noite exprimia a felicidade, a realização do belo sonho cor-de-rosa que havia durado apenas um mês; a linda e inocente menina, que amava com toda a pureza de sua alma, não tinha outra resposta.
Sorriu e corou.
Assim, fascinada pela sua ilusão e por este contato voluptuoso, esqueceu-se, a ponto que, sem saber o que fazia, inclinou a cabeça e colou os lábios ardentes no dele. E logo sentiu, outra vez, a mãozinha, que apertava docemente a sua, como para impedir de sair. Mas ela saiu, inventou uma desculpa e ele disse "já?". Como boa menina, disse que sua mãe esperava sua ligação. E ele foi atrás, não soltando sua mão, e juntou-se aos amigos, que os olhavam com curiosidade.
Na frente de um menino, às vezes, quando é possível, Carolina só queria encostar um pouquinho. E ele deixou, e beijou sua cabeça com carinho.
No dia seguinte, vieram as notícias. Não as que ela odiava, e temia por chegar onde não devia, mas eram piores, notícias impiedosas. E ela entristeceu-se, quis odiar tudo, mas esta lembrança desaparecia logo sob a impressão de seu sorriso, que tinha em sua alma, de seu olhar, que guardava no coração, e de seus lábios, cujo contato ainda sentia.
Praticamente, por José de Alencar.
E um pedacinho de Tati, pra variar.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Atualizando
Meu fim de semana pareceu ser mais comprido. Deu até pra esquecer algumas pessoas. Mas esses dias foram tumultuados. Uns bons, outros mais ou menos. E outro péssimo.
Sábado: eu podia ter ido pra festa com algum esforço e muita fé no coração, mas preferi fazer companhia pra minhas irmãzinhas. Foi legal. Resultado: risadas, impaciência e fotos de boi. (Expo Conquista)
(Marina, como sempre, nos fazendo rir, e companheira de foto)
Sábado: eu podia ter ido pra festa com algum esforço e muita fé no coração, mas preferi fazer companhia pra minhas irmãzinhas. Foi legal. Resultado: risadas, impaciência e fotos de boi. (Expo Conquista)
Domingo de manhã: juventude e saidinha com os avós mais caducas e lindos do mundo + primos + Marina & Luísa.
Domingo de tarde: pôr-do-sol, com Jade. ♥
Domingo de noite: meia briga.
E segunda: tédio, raiva, arrependimento, esperança, e a lembrança de tudo de mais ou menos que aconteceu, e poderia ter acontecido, e a velha preguiça... com teste terça. Ô Deus!
Domingo de noite: meia briga.
E segunda: tédio, raiva, arrependimento, esperança, e a lembrança de tudo de mais ou menos que aconteceu, e poderia ter acontecido, e a velha preguiça... com teste terça. Ô Deus!
sábado, 21 de março de 2009
:(
"É preciso estar distraído e não esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado."
terça-feira, 17 de março de 2009
"Pega minha mão, abre o coração, pro novo amor chegar"
Eu queria tanto acordar com vontade de acordar. Só pra ver aqueles olhinhos pretos (prefiro os escuros) mais bonitos, me fitando e me achando a melhor. Queria segurar na mão, pedir pra furar a fila pra mim, ligar, ficar no msn, pedir pra mudar a foto, chamar pra ir na roda-gigante. Porque é tudo tão mais gostosinho, e minha alma gosta tanto, quando eu tenho alguém pra gostar. E mesmo com tudo de ruim que aconteça, com todas loucuras, é lindo! E não precisa mudar. Porque é a coisa mais bonita do mundo e faz tudo valer a pena. E eu queria ter alguém pra contar... contar minhas coisas fúteis, e meus textos mais dramáticos. Quero alguém pra colar todos meus pedacinhos, enfraquecidos e despedaçados pelo tempo, que já nem é mais mano velho. Queria me depositar em alguém pra respirar sem rinite, porque minha mãe já não me aguenta mais. É que meu coração, implora mais que o corpo, e o meu coração é maior que o corpo. Além disso, eu tenho que aturar tanta coisa, que não posso reclamar pra ninguém. E eu queria muito que fosse agora. Com toda sua boniteza, charme, e fofura de menino mais velho. Porque eu ainda continuo sem ter a menor ideia de como se ama ou se é amada. Eu continuo acordando sozinha pra caralho.
terça-feira, 10 de março de 2009
Era dia de pesca. E não adiantou ele me chamar de "bem-querer" e dizer que quando voltasse ia trazer um peixe bom.
Nada do que meu pescador disse naquela manhã tranquilizou meu coração, porque ninguém sabia como era triste ver partir alguém que queremos com tanto amor, tanto desejo. Além de suportar a agonia, viver olhando o céu e o mar. E a incerteza batucando na cabeça. Ficamos só, e é tão triste esperar...
Acompanhava o noticiário e aguardava ansiosamente notícias meteorológicas, e com o coração na mão, quase não escutei direito: estava acontecendo um temporal horrível, principalmente para os pescadores que estavam no mar. Senti as lágrimas quase desesperadas, lembrando do que ele dissera: que ao Deus do céu iria agradecer. Que Deus, meu Deus?
Dois, três, quatro dias. Dias intermináveis de sofrimento, incertezas e tristezas. O mar havia levado pra ele todo o meu amor, minha vontade de viver. E o céu o aceitou no paraíso, lembrando o dia do juízo. Foram os piores dias que já vi.
Dia do velório. Ainda não acreditava que ele já não estava ali. Estávamos velando algo invisível, enquanto eu, só queria tocá-lo e ter lhe dado um adeus, como a esposa deu, pedindo para não esquecer-se de mim, dizer que iria rezar e fazer sua cama, macia e perfumada de alecrim.
Mas passou. E no dia seguinte, sairiam novos pescadores, sofreriam outras noivas, despediriam outras esposas, afinal, é doce morrer no mar.
Nada do que meu pescador disse naquela manhã tranquilizou meu coração, porque ninguém sabia como era triste ver partir alguém que queremos com tanto amor, tanto desejo. Além de suportar a agonia, viver olhando o céu e o mar. E a incerteza batucando na cabeça. Ficamos só, e é tão triste esperar...
Acompanhava o noticiário e aguardava ansiosamente notícias meteorológicas, e com o coração na mão, quase não escutei direito: estava acontecendo um temporal horrível, principalmente para os pescadores que estavam no mar. Senti as lágrimas quase desesperadas, lembrando do que ele dissera: que ao Deus do céu iria agradecer. Que Deus, meu Deus?
Dois, três, quatro dias. Dias intermináveis de sofrimento, incertezas e tristezas. O mar havia levado pra ele todo o meu amor, minha vontade de viver. E o céu o aceitou no paraíso, lembrando o dia do juízo. Foram os piores dias que já vi.
Dia do velório. Ainda não acreditava que ele já não estava ali. Estávamos velando algo invisível, enquanto eu, só queria tocá-lo e ter lhe dado um adeus, como a esposa deu, pedindo para não esquecer-se de mim, dizer que iria rezar e fazer sua cama, macia e perfumada de alecrim.
Mas passou. E no dia seguinte, sairiam novos pescadores, sofreriam outras noivas, despediriam outras esposas, afinal, é doce morrer no mar.
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