quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Desilusões e coisas de gente grande

Desisto. 
Mas agradeço por ter avisado...
Da próxima vez eu acredito.
Na próxima do próximo, claro. 

Presta atenção: ninguém presta.
E é isso que você leva de todos.
As coisinhas e mentirinhas imprestáveis que por algum motivo,
vão ficar por um tempo machucando os ossos.

Só não precisava ser bonito,
Digo, o que não prestou.
Coisas imprestáveis deviam ser feias
Um beijo em que a tristeza e lindeza inventou.

Dói. 
E você vai sempre querer o mesmo
Enquanto ele anda por aí
a esmo.

Mas, de repente,
talvez aconteça... 
d'uma borboleta chegar
e tudo evaporar.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Despetalando agosto

Tenho procurado textos que me traduzem. Sempre vou atrás de Caio Fernando, Tati Bernardi, Vinícius ou o Querido Diário. Todos lá, dizendo por mim. Mas eu deixei de acompanhá-los há um tempo. Deixei de gostar de algumas pessoas, também. 
Sei lá. Acho que não tô conseguindo mais me expressar direito. E me deu um desespero encontrar poucas frases soltas que dissessem por mim. Sinto que preciso falar qualquer coisa, mas não sei. Escrevo, apago, reescrevo, reapago, vivo, morro, ressuscito. 
Apesar de todas as frescuras, estou feliz. Sempre quero fazer por merecer quando estou feliz, o que acaba facilitando bastante minha vida. Mas hoje gripei. E se eu pelo menos pudesse viver minha dor de cabeça tranquilamente, seria até bom. 
Não consigo estudar. Acho que nunca vou conseguir fazer isso direito... quero ler meus livros, assistir meus seriados, dormir, amar, girar na grama e tomar banho de chuva. Meus desejos são maiores que eu. 
Sinto saudades, também. Do que foi e do que talvez não virá a ser. Tenho uma vontade, de vez em quando, de pegar todo mundo e prender no meu coração como prendedor de varal. Prender/dor. E eu ir lá quando quiser, e olhar todo mundo bem lindo, como obras de arte. Meus.
E falando em pronomes possessivos, estava pensando até em ser de alguém. Essa coisa que todo mundo fala. Eu adoro "te ter", ao contrário de Din. Acho bem bonito uma pessoa ser da outra. E ainda continuar sendo sua própria. 
Às vezes me contradigo, admito... e explico: sou insegura. Estou. Eu detesto essas incertezas... e continuo escrevendo cartas anônimas. Por pensamentos, algumas. E continuando perdendo pensamentos. E continuo... 
É só que semana de prova exige de mim tudo que eu não gosto de  fazer. E eu queria ter um motivo pra fazer. Besteira, deixa pra lá.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas?

(Eu sempre vou recorrer àqui pra responder coisas especiais. Sou ruim escrevendo e péssima falando. Então...)


Eu não traio meus sentimentos. Se eu estiver, no mínimo, gostando, vou gostar sozinha até gostar junto. E se não gostar junto, desgosto. E o problema agora é que eu tô gostando. É fácil não gostar, nem desgostar, esse intervalo é a minha hora com o mundo. Mas agora sou nossa. Mesmo que seja cedo pra isso. Não sou só minha. 
Queria tanto ser explícita e dizer com palavras fáceis o que sempre quis... mas esse mundo faz de nós pessoas influenciáveis e bobinhas. Me sinto péssima por isso e começo a ouvir Cazuza dizer dentro de mim: "os ignorantes são mais felizes". Não sei o que fazer. 
Eu sempre me sinto responsável pelas pessoas. E eu acho essa frase do Pequeno Príncipe a mais feia do livro. Não devia ser assim. Eu sei que as pessoas, de fato, são responsáveis por si próprias, mas quem me deixou cativar? Eu me deixei. E aí eu quero cuidar. Sinto uma necessidade absurda de cuidar das pessoas e tenho que deixar isso de lado, porque interpretam errado. 
Eu só queria que todo mundo fosse feliz. Quem foi que inventou isso de cativar, hein? Tá precisando de umas palmadinhas. Cria e joga no mundo pra meros terráqueos sentir. Somos tão fracos. Frágeis. Leves. Humanos. 
Deixa eu cativá-lo. E você, descative. Existe a palavra descativar? 

terça-feira, 27 de julho de 2010

Cinza

Estão dando uma festa no céu da minha cidade. Ou pelo menos, testando o que fazer... que cor usar em qualquer comemoração básica que acontecer aqui no chão. Talvez, muitas pessoas ficando viúvas. Se não for, espero que os anjos gostem de dias nublados.
Mas só vim dizer, mesmo, que hoje acordei com um arco-íris... e se estiver festa lá em cima, quero ser convidada, também.

domingo, 25 de julho de 2010

Quero ver chegar junto prá me juntar!

Não é isso. Não sou tão dura. Talvez você tenha me interpretado errado. A verdade é a seguinte: eu só não tenho esperanças. Deixei de acreditar em amores a primeira vista e todos os filmes clichês. E apesar de tudo, ainda adoro um clichê. 
Sou carente, sim. Muito. Quero sempre alguém pra apertar e morder. Adoro morder ombros. Só não gosto de gente me amando mais que eu. É isso. Sinto uma necessidade absurda de corresponder à tudo maravilhosamente igual... mas alguém me disse: "Dizem que um dos dois sempre ama mais..." e quem dera fosse eu. 
Só que eu amo. Só não mais. Mas amo, sim. Amo qualquer movimento diferente. Amo contar quantas vezes alguém faz determinada coisa, amo o sotaque, amo a pulseira, as palavras invisíveis, o que poderíamos ser. Me apaixono fácil. Só que é paixão mesmo, bem no pé da letra: passageira. 
E agora, bom... eu ainda acredito em tudo que disse. Mas é que quando aparece alguém assim, meio bonito, traz uma fraqueza que eu ando escondendo. Tá bom, eu admito. Acho que só queria mesmo alguém pra quebrar meus conceitos, me oferecer um colo e dizer pra mim dormindo: sua bobinha, você é mais fraca do que parece.
Eu sou fácil. E você só vê e lê minhas sombras. É bem pouco. Tenho tanta coisa pra mostrar, sentir, fazer... pra qualquer pessoa que queira ver. Eu deixo, de verdade. Quero ver nossos corações juntos. E nem precisamos bater na mesma frequência. Me faça gostar. 

terça-feira, 20 de julho de 2010

Talvez eu deixe de sorrir um pouco.
Estou me sentindo a pessoa mais abandonada do mundo. E que soe dramático, idiota, mimimi. Tô nem aí também. Estou me odiando. De verdade. E que se foda.

Stop crying your heart out

Influenciei tanta gente e tantos santos, e o que contava mesmo era apenas eu. E ponto. Não dependia de mais ninguém. Era eu e palavra que me acompanhou por tanto tempo: foco.
Acho que minhas lágrimas esgotaram. Depois de tanto tempo, faz bem aliviar a alma... eu só não queria suportar de novo as mesmas coisas. Crescer dói... e tudo machuca, agora.
Nó na garganta, alma limpa, triste, leve, decepcionada, olhos vermelhos, nariz sem respirar, e um sorriso pra disfarçar.

Yes, I need more time just to make things right.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Está faltando amor...

...em todos os poros da minha pele.
...nos buraquinhos do coração.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

For the character dressed with white

The cruelest most beautiful.
And just to know (if you know)... I leave.
I let many things, but I have to say:
my heart stay intact.

I am mine, but I share something
with few people like you.
Just because I loved that writing.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Só queria saber dizer adeus

Tive aula de inglês, hoje.
Não sei o que achar ainda daquilo tudo. Tive momentos péssimos lá. O ruim é que meu lado bonzinho sempre quer aparecer. E eu quase amei todo mundo hoje.
Tivemos amigo oculto e ouvimos Red Hot Chili Peppers. Tiramos fotos, e eu senti saudades. Sei lá, Red Hot sempre vai conseguir mexer com minha alma.
Quis chorar. Tive medo de ter que voltar pra lá próximo semestre. E o pior, ter que voltar sozinha. Apesar de tudo.
E aí me arrependi. De não ter aprendido o que era pra aprender. De ter desperdiçado o que tantos queriam, querem.
E o medo tomando conta. E Red Hot gritando, todo mundo gritando, se despedindo. E eu queria tanto me despedir, também. Mas não sabia se realmente ia embora. Não sei.