terça-feira, 29 de abril de 2008

Pôr-do-sol

Voltando ao lugar aos poucos. Aos poucos, mesmo. Pra quê pressa?
Tô quase feliz... Feliz, aliás. Por que não?
Poderia classificá-la numa felicidade cor-de-rosa, apesar de preferir azul... Mas existiria tal felicidade azul?
Rosa e azul! Que bonita combinação... talvez seja ambos.
Azul do céu e de meninos, rosa de flores e meninas... mesmo não gostando muito dessa separação, porque eu acho mesmo que azul e rosa nasceram um pro outro.
Mas será? Então devo gostar de rosa... né? Não nescerariamente, acho.
Ah, quase me esquecendo do azul, laranja, amarelo, preto... acho que minha combinação predileta é mesmo verde e... vermelho, quem sabe...
Minha felicidade mergulhou num arco-íris, passa agora por todas cores felizes... Mas eu sei que ela vai parar em uma, e temo por essa parada.
Mas ela tá quase verde, meia azul, e um pouco rosa. Bonita, eu acho...
Ufa! Que bonito lugar ela escolher... logo ali, numa ilha perdida... Meia redonda, meia deslumbrante, ela para.
Não sabe mais pra onde ir... mas pra que ir? Vamos ficando por aqui...

2 comentários:

  1. Acredito, por fim, naquela teoria em que as pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim, mais esteve sempre claro pra mim que o dia se funde através de uma multidão de matizes e entonações, a cada momento que passa. Uma só hora pode consistir em milhares de cores diferentes.
    Amarelos céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas.
    No meu ramo de atividade, faço questão de notá-los.
    Já que aludi a ele, o único dom que me salva é a distração. O que me instigou a tomar uma decisão consciente e deliberada — fazer da distração minhas férias. Nem preciso dizer que tiro férias à prestação. Em cores...
    E voltamos sempre ao mesmo lugar, não importa a hora ou a cor do dia, acabamos da mesma maneira que chegamos: sós. No meio do caminho é que nos conhecemos e, só depois, conhecemos os outros. Já cheguei a ter a certeza de que vivemos para os outros, ou pelo menos precisamos deles. É um ciclo vicioso. É sempre aquela coisa de amar e ser amado, ter uma certa retribuição por tudo que tu faz. Fazer as coisas sempre pensando no que vai ganhar em troca. O amor não é assim. O amor não é o que esses poetas idiotas querem que você pense que é. O amor tem dentes, morde, e as feridas nunca cicatrizam. Nenhuma palavra, nenhuma combinação de palavras pode fechar essas feridas, é o inverso, se as feridas secam, as palavras morrem com elas. Então fazemos as coisas não pelo que se vai ganhar com isso, mais pelo simples prazer de fazer. Quando você se apaixona por alguém, não pede que ela se apaixone por você, não espera que ela seja um apoio, ou um guarda-costas, pra te manter sempre segura. Você espera simplesmente por ela. Por isso dizem que "gostamos das pessoas por suas qualidades, mais as amamos por seus defeitos". Na prática também é assim, ou pelo menos agente tenta.

    Anônimo..

    ResponderExcluir

Deixe seu recado após o sinal: bep.